sexta-feira, 27 de julho de 2012

Decisões em grupo podem funcionar, mas quando há maturidade de todos

Bom senso deve estar presente na hora de decidir em conjunto
Um grupo de amigos e um único objetivo. Parece tudo perfeito, até o momento em que começam a formar a estratégia para chegar ao resultado. Mas será que há possibilidade de acontecer uma única escolha por várias pessoas?

Para a psicóloga Débora Cristina de Macedo Jorge, essa probabilidade existe, mas é preciso que as pessoas tenham algumas características em comum. “Elas devem ser muito maduras, para conseguir ter bom senso na decisão. No grupo também não pode haver aqueles que querem competir, que sejam individualistas e se preocupem se a melhor ideia virá do outro.”

Porém, Débora diz que no dia a dia isso é muito difícil de se colocar em prática. “Isso porque as pessoas não conseguem entender que cada um tem o seu espaço e querem competir umas com as outras, desejando sempre mais e esquecendo-se do grupo, buscando seus próprios interesses.”

Com as pessoas cada vez mais competidoras e individualistas, fica mais complicado um grupo chegar a um consenso. “Se elas não conseguem encontrar um denominar comum, é preciso ter um superior, alguém que possa responder por eles. Mas, se for um grupo de amigos, é necessário que alguém de pulso firme traga a responsabilidade para si e aguente até o fim a pressão de tomar a decisão por todos”, esclarece Débora.

O líder de hoje

Débora conta que o líder dos dias atuais precisa ter dom para colocar sua liderança em prática. “Ele deve ter espírito de liderança, saber lidar com cada uma das pessoas, conhecer o comportamento delas, para somente assim tomar decisões que não prejudicarão ninguém. Um líder não deve impor uma decisão, pois a intenção dele é ir adiante.”

Para ela, as empresas que sobreviveram, conseguiram manter uma liderança voltada para a equipe. “Com certeza, é um lugar voltado para o cooperativismo. Mas, ao longo do tempo, foi se perdendo um líder com espírito de liderança. Hoje em dia se encontram mais pessoas que querem mandar, deixando de considerar o lado humano. Atualmente um líder procura mais o título e o salário, e deixa o profissionalismo”, finaliza a psicóloga.

Por Tany Souza / Foto: Thinkstock 
tany.souza@arcauniversal.com




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Homens prósperos da Bíblia têm muito a ensinar

Personagens das Escrituras Sagradas como José, Josué e Abraão têm vários segredos a serem revelados àqueles que desejam sucesso financeiro
A Bíblia Sagrada é um livro com referências claras quando o assunto é prosperidade. São várias as passagens do Texto Sagrado que levam o leitor a perceber que a riqueza e o sucesso financeiro podem ser alcançados até mesmo por aquelas pessoas que enfrentam enormes dificuldades.

O livro mais lido do mundo está repleto de exemplos de homens prósperos. Além disso, são mais de 400 referências da palavra ouro e o mesmo número de promessas relacionadas à vida financeira, que revelam segredos antigos, dificilmente encontrados em cursos e manuais modernos sobre o assunto.

São histórias como as de José (que de escravo tornou-se governador do Egito) e Josué (que deixou sua condição de servo para torna-se um homem próspero em tudo o que fez). Homens que após terem tomado conhecimento do poder da fé conquistaram e tornaram-se exemplos de sucesso pessoal.

A emocionante trajetória de Josué – que juntamente com Moisés conduziu os israelitas durante o êxodo do Egito – é ressaltada em um dos livros da escritora norte-americana Catherine Ponder. Para ela, basta olhar para vida dele e ver que a riqueza e a prosperidade podem ser alcançadas por meio da fé.

“Josué passou de escravo a milionário. É emocionante o fato de que o mesmo pode acontecer com qualquer pessoa que siga os métodos de prosperidade que ele seguiu, que o levarão da limitação à abundância”, afirma Catherine.

Vida de abundância material e espiritual

Segundo a escritora, a ambição e o desejo de alcançar sucesso fazem parte da essência do ser humano. Todos sonham em ter uma vida de abundância, tanto material quanto espiritual, para oferecer à família uma situação confortável e feliz.

Além disso, aqueles que já possuem uma vida regalada não querem perder isso de forma alguma.

Já no primeiro livro da Bíblia, Genesis, é possível encontrar a trajetória de personalidades bem distintas, mas que partiram do nada para conseguir chegar ao sucesso pessoal.

“Ao usar os segredos de prosperidade encontrados nos milionários do Gênesis, é possível entender melhor sobre saúde, riqueza, felicidade e questões espirituais”, garante Catherine.

Trilhando um caminho de fé

Muitas pessoas duvidam do poder da fé e da oração quando o assunto é prosperidade. Por isso, procuram por métodos “normais”, considerados mais lógicos para aqueles que buscam sucesso em seus empreendimentos.

Autoridades no assunto, no entanto, garantem que o que uma pessoa levaria 6 horas para fazer, normalmente, poderia ser feito perfeitamente em 1 hora por uma pessoa que tenha orado e meditado antes.

A própria escritora norte-america é um exemplo. Ela firma que, embora sua história não vá da miséria absoluta à riqueza completa, certamente vai da pobreza à riqueza, graças à sua ousadia em prosperar.

De acordo com Catherine, os ensinamentos bíblicos para alcançar prosperidade são à prova de depressão, recessão ou inflação e fáceis de serem usados com frequência.

“Qualquer pessoa que siga à risca os princípios de prosperidade descritos na Bíblia Sagrada pode viver uma história de progresso contínuo”, conclui.


Por Carlos Gutemberg 
carlos.gutemberg@arcauniversal.com



segunda-feira, 25 de junho de 2012

A HISTÓRIA QUE VOCÊ SE CONTA


Histórias são uma maneira pela qual fazemos sentido das coisas. Entendemos o mundo ao nosso redor, as pessoas, as coisas, os eventos e a nós mesmos por meio de histórias.


As histórias que nossos pais nos contaram, aquelas que o nosso patrão nos conta, as que o namorado(a), ou marido/esposa usam para explicar seu amor, e as que o próprio Deus usa para nos ensinar — todas nos trazem algum entendimento sensato.


Histórias são instrumentos de comunicação, mas também são muito mais que isso. Elas carregam sentidos, emoções, fé, fatos, ilusões, motivações e muitas outras coisas — dependendo do tipo da história.


Mas uma das histórias mais importantes é aquela que você conta a si mesmo. É a história de quem você é, porque é assim, de onde vem e para onde vai, seus segredos e crenças, e tudo o que lhe define como pessoa.


Todos contamos nossa história a nós mesmos, quase todos os dias. Quando você olha para um livro interessante e ouve a sua própria voz dizendo na sua cabeça: “Você não gosta de ler”, você está contando um pouquinho da sua história a si mesmo. “Ler não faz o seu tipo, você nunca foi de ler livros na escola. Você não gosta de ler.” E esta pequena história define quem você é, e o que vai fazer a respeito daquele livro. Imediatamente, para não contrariar a história, você deixa o livro para lá e nem mais pensa em lê-lo. A história se perpetuou.


Como você já deve ter percebido, ao longo dessas linhas, as histórias que você conta a si mesmo são muito poderosas. Elas definem seu caráter e comportamento. Consequentemente, elas definem a sua vida. O segredo, então, é decidir a sua história. Afinal, algo tão poderoso não pode ser deixado ao acaso ou à mercê de seus medos, complexos e preconceitos sobre si mesmo.


Se você quer ser uma pessoa de sucesso, tem que passar a contar a si mesmo sua história de sucesso.
“Você é uma pessoa que não aceita fracasso, só o sucesso.”
“Você nasceu para vencer.”
“Deus quer que você tenha sucesso” — e assim por diante.


As histórias que você se conta, sobre si mesmo, define o seu futuro.
Que tipo de futuro você quer?
Comece a construí-lo agora com as histórias, sobre si mesmo, que lhe mobilizarão para realizá-lo.


“De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome.” — Deus mudando a história de Abraão, muito antes de ela se realizar. Gênesis 12.2


Por: Renato Cardoso 

sábado, 23 de junho de 2012

Bom humor, o segredo para viver bem

Pessoas alegres têm mais saúde, qualidade de vida e encaram as dificuldades com mais força.

O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e culturais e varia de acordo com a personalidade e a formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado com uma visão otimista do mundo. Tentar encarar os diversos problemas da vida com otimismo e garra nem sempre é fácil. Porém, para os especialistas que estudam o humor, este estado psicológico é o grande triunfo para viver bem e ter qualidade de vida.


Segundo o psicólogo Rodrigo Passos, muitos estudos mostram que uma postura alegre e positiva em relação à vida e otimismo ajudam a enfrentar as adversidades de uma maneira melhor. “As pessoas que costumam ter uma visão otimista do mundo conseguem manter mais facilmente o bom humor. Quando se está de bom humor, normalmente se é otimista; e o contrário também é verdadeiro”, afirma o especialista, acrescentando que o otimismo e o bom humor estão intimamente ligados.


Rodrigo ressalta que em alguns casos de doenças, as pessoas que acreditam em dias melhores apresentam um prognóstico melhor do que os pessimistas. “Os indivíduos mal-humorados tendem a não aderir adequadamente ao tratamento da doença de que são portadores; fazem menos esforço para melhorar; cuidam da saúde e têm vida social mais restrita, o que prejudica a qualidade de vida”, frisa.


O especialista acrescenta que as pessoas bem-humoradas resistem melhor aos impactos motivados pelos problemas da vida. “Experimentar variações de humor é simplesmente humano. O bom humor está relacionado com a disposição para viver de um modo geral. Uma pessoa neste estado está mais aberta para o que lhe vem ao encontro da vida, o que predispõe o surgimento de novas percepções sobre tudo o que tem a ver com o seu cotidiano”, pondera.



Rodrigo Passos orienta que estar “de bem com a vida” é fundamental para enfrentar as adversidades com as quais nos deparamos diariamente. “Dessa forma, vivemos melhor, mais felizes e com mais saúde”, diz. Ele alerta que o humor é indispensável atualmente, sobretudo pelo fato de a expectativa de vida ter aumentado nos últimos 50 anos. “As chances de vivermos mais do que os nossos antecepassados são grandes, e envelhecer sem qualidade de vida não é o desejo de ninguém. Por isso, o ideal é entrar na terceira idade com saúde e bem-estar. Ser uma pessoa bem-humorada ajuda bastante a nos manter mais saudáveis”, aconselha.


“Meu nome é alegria”


Quem conhece o advogado Edward Pena, de 35 anos, o Peninha, como é chamado, tem ideia do que é uma pessoa alegre, extrovertida e sempre de bem com a vida. Torcedor fanático do Sport Club do Recife, é figura fácil na arquibancada do Estádio Ilha do Retiro, na zona oeste da capital pernambucana, sempre com uma fantasia bem original, alegrando os torcedores rubro-negros. Ainda na infância, sonhava em ser artista. “Tudo é questão de oportunidade. Se um dia for convidado para algum trabalho, vou pensar com muito carinho. Não crio personagens. É tudo improviso. O importante é ver a alegria do rosto das pessoas”, frisa.


Seu estilo brincalhão vem desde criança, quando ganhou o apelido de Peninha. O bom humor sempre foi aliado de Edward, que tem na esposa, Carla, a maior incentivadora. “Ele está sempre de bom humor. Até nas horas complicadas, ele fala sério, mas consegue arrancar um sorriso de quem está por perto. Isso ajuda qualquer um a superar um problema”, comenta Carla.


Uma das maiores emoções de Peninha é ver o sorriso da filha Taíssa, de 6 anos, durante suas “apresentações”. “Aquele sorriso e aquela alegria não têm preço. Há coisa mais importante do que o sorriso espontâneo de uma criança? Fico realizado quando vejo minha filha ou outra criança rindo de minhas brincadeiras. Faço isso com maior orgulho”, diz o sorridente Peninha.





Por Pedro Henrique Cunha / Foto: Thinkstock 
redacao@arcauniversal.com






quinta-feira, 14 de junho de 2012

Liderando com visão e energia



"Não caminhe atrás de mim; eu posso não liderar.
Não caminhe na minha frente; eu posso não seguir.
Simplesmente caminhe ao meu lado e seja meu amigo."
(Albert Camus)


Robert Cooper é um especialista em inteligência emocional e neurociência da liderança, autor da interessante obra “Get out of your own way”, ou seja, “Caia fora de seu próprio caminho”, numa tradução livre, na qual ele apresenta cinco chaves para exceder expectativas.


A estas cinco chaves, acrescentei outras duas, totalizando sete aspectos essenciais no processo de liderança. Vamos a eles:


Chave 1 – Lidere pelo exemplo


Uma meta é resultado de inteligência integrada aplicada. Suas decisões devem decorrer de união de três cérebros localizados na cabeça, no coração e nas vísceras. Liderar só com a cabeça limita a criatividade. Você deve ouvir seu coração, mas também dar atenção ao seu feeling – aquele frio na barriga que sentimos por ocasião de algumas ações.


Chave 2 – Administre a direção, não o movimento


As estatísticas apresentadas anualmente pelas revistas que relacionam as maiores empresas globais comprovam que a inovação aplicada gera lucro. Tanto que as companhias mais inovadoras conseguem auferir ganhos superiores a cada novo exercício.


A ciência para ativar este processo de inovação não está no autocontrole, através do qual a motivação torna-se efêmera e o comprometimento se esvai diante da agitação ou do estresse. O êxito está na autorregulação, um processo de vincular metas ao melhor resultado emocional possível.


Um ótimo mecanismo de liderança consiste em comprimir o tempo destinado a uma determinada tarefa ou meta. Assim, relacione suas metas programadas para o período de um ano, por exemplo. Em seguida, estude como realizá-las não em 12 meses, mas em apenas um semestre, um trimestre ou mesmo um único mês.


Lembre-se de que nosso cérebro adora jogar com a segurança. Por isso é tão confortável falar em metas para cinco, dez ou mais anos, pois nada será feito de imediato. Assim, desafie-se! Torne possível o que, à primeira vista, possa parecer impossível.


Chave 3 – Administre a concentração, não apenas o tempo


A neurociência confirma que somos maus administradores de nosso tempo. E, mais do que isso, sofremos forte tendência a perder o foco.


Algumas provocações para sua reflexão:


Em suas reuniões regulares, como você poderia reduzir em 50% ou mais o tempo gasto, mantendo ou melhorando os resultados?
Suas reuniões são agendadas para o início do expediente, por volta das 9h00, ou logo após o almoço, às 14h00, prolongando-se por todo aquele meio turno de trabalho? O que aconteceria se você iniciasse os encontros às 11h00 ou 17h00?
Quanto tempo você desperdiça diariamente em decorrência de interrupções, distrações, desorganização ou falta de planejamento?
Estabeleça uma hora por dia sem interrupções para você e neste intervalo trabalhe concentradamente em três objetivos específicos, reservando 20 minutos para cada um deles;
Um feedback é importante, mas ele atua sobre um evento passado, aprisionando o cérebro e colocando-o na defensiva. Trabalhe com feedforward, ou seja, um impulso emocional positivo para influenciar e mudar de agora em diante.



Chave 4 – Administre a energia, não o esforço


Faça pausas estratégicas de apenas 30 segundos a cada meia hora, e pausas essenciais de dois a cinco minutos no meio da manhã e no período da tarde para aumentar sua energia e concentração.


Você pode fazê-lo realinhando sua postura, respirando profundamente, bebendo água gelada, movimentando-se em direção a uma luz mais forte, entrando em contato com paisagens naturais, situações bem humoradas e expondo-se a mudanças visuais ou mentais. Estas ações podem garantir um incremento de até 50% no seu nível de energia, elevando a produtividade em até 10%. Seja rápido sem se apressar. Mantenha a flexibilidade.


Além disso, administre a transição de seu ambiente profissional para o familiar. Assim, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até 15 minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo 25 palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. Está comprovado que situações de conflito e argumentos prejudiciais começam ou se intensificam nos primeiros minutos após o regresso ao lar.


Chave 5 – Administre o impacto, não as intenções


O objetivo é reduzir o tempo pela metade e dobrar os resultados. No processo de monitoramento, faça medições semanais – elas aumentam significativamente a iniciativa e a responsabilidade pessoais no cumprimento das metas estabelecidas.


Procure avaliar como andam os níveis de energia e concentração da equipe. Observe as economias de tempo e reduções de custo possíveis, onde foram obtidas e qual sua magnitude. Acompanhe a evolução da eficácia da equipe e o redirecionamento das metas com base no critério da prioridade.


Chave 6 – Compartilhe o propósito


Não são apenas as metas que precisam ser apresentadas à equipe. É fundamental compartilhar missão, visão e valores. As pessoas necessitam de um senso de finalidade para seu trabalho, compreendendo sua real contribuição para a organização.


Contudo, o fato é que muitos sequer sabem qual o produto ou serviço que oferecem ao mercado, quem são seus concorrentes, o que o consumidor espera da corporação e qual a posição estratégica que esta espera ocupar no mercado.


Chave 7 – Lidere com base nas três óticas


Há um objetivo fundamental que é de caráter corporativo. Independentemente de se tratar de uma empresa pública ou privada, os esforços de todos os profissionais devem estar a serviço de um resultado positivo capaz de apoiar, sustentar e conferir reconhecimento à organização.


Porém, para alcançar este resultado, o líder deve centrar foco na equipe, pois é o trabalho conjunto e multidisciplinar o instrumento catalizador do alto desempenho. Um líder deve questionar sua equipe sobre seu aprendizado buscando contribuição e não julgamento.


Mas equipes são formadas por pessoas e este é o último e essencial ponto de vista: o elemento humano. O desafio é conhecer, compreender e auxiliar cada colaborador a alcançar seus objetivos pessoais, enxergando-os como projetos de vida individuais.


Todos os dias os melhores líderes desistem de tudo o que conquistaram para se reinventar na busca pela excelência. Deve-se jogar para ganhar. Ir até onde for possível usando todos os recursos de que se dispõe. Porém, liderança é um jogo de estilo. Não é o que você faz que conta, mas como você faz.


Por Tom Coelho

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Líder em Seis Ds




Seis Dimensões? Seis Desejos? Seis Dogmas? Nada disso. Apenas uma forma fácil de memorizarmos como atua um líder moderno. Já que a missão do novo líder é motivar, capacitar e inspirar, veja como os princípios abaixo - todos começando com a letra D – pontuam suas atividades:


DESCONTRAÇÃO 
A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto rigidez e autoritarismo nem pensar. É importante a equipe estar solta, à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito. Seja gente, seja sincero, seja agradável. Uma decoração leve também ajuda. E bom humor é fundamental.


DIRECIONAMENTO 
Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades.


DESAFIO
Por meio do desafio, trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de criatividade, realização, aprendizado e, sobretudo, prazer. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz. O psicólogo organizacional Mihaly Csikszentmihaly, em seu livro A Psicologia da Felicidade mostra como administrar desafios para obtermos bons resultados e prazer: quando uma pessoa está aprendendo uma nova tarefa, ela tem pouca aptidão e provavelmente alto grau de ansiedade. Com o tempo, ela aprende a realizar a tarefa, e sua ansiedade chega a um ponto ótimo de fluidez, prazer e resultados. Mais tempo passa e nosso personagem já “tira de letra” a aptidão para a tarefa. Nesse momento, seu desafio será pequeno. Se a tarefa se tornar repetitiva, a conseqüência será o tédio. Antes que ele se instale, é hora do novo desafio!


DIFERENCIAÇÃO
É ótimo reconhecer e valorizar as diferenças entre cada membro da equipe. Ajuda e motiva aproveitar as características individuais de cada um, tanto de personalidade como de experiência profissional. A pessoa se sente respeitada, passa a ousar mais, sem medo de ser diferente dos outros. Só com a aceitação das diferenças acontece a verdadeira inclusão.


DESAPEGO 
Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores. È preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de uma única alternativa. Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e principalmente o treino podem ajudar muito.


Juntado esses 5 Ds com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe: DETERMINAÇÃO. E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador.


Por Gisela Kassoy - Consultoria em Criatividade

domingo, 10 de junho de 2012

Organize seu dia

Separe ao menos 15 minutos da sua manhã para pensar em tudo o que precisa fazer


Fica a pergunta: por onde começar? “Uma pessoa organizada facilita sua rotina e consegue facilmente se planejar tanto para o horário do expediente de trabalho como nas questões pessoais relacionadas ao ambiente familiar e também amoroso. Mas isso é uma realidade que nem sempre a maioria das pessoas consegue”, comenta a psicóloga Noélia Garcia Lima.

De acordo com a especialista, simples atitudes podem melhorar consideravelmente o dia e economizar seu tempo, evitando transtornos. “O primeiro passo é fazer uma organização mental de todas as tarefas e informações de como deverá ser cada compromisso. Separe ao menos 15 minutos da sua manhã para pensar em tudo o que precisa fazer naquele dia. Se for necessário anote em um papel para relembrar. Isso não quer dizer que tudo sairá conforme o planejado, mas ao menos facilitará”, ensina. Ela explica ainda que tudo é questão de costume, no começo é preciso focar, mas com o tempo se tornará algo habitual.

Em casa

“Ao acordar não profira palavras negativas e evite mencionar que o dia não será suficiente para fazer tudo o que é preciso, dê-se o direito de adaptar as situações. Levante e comece a se organizar mentalmente, se conseguir concilie com o tempo em que estiver se arrumando. Por mais que esteja atrasado ao sair de casa afobado ou preocupado com afazeres domésticos deixados para trás. Deixe para fazer durante a noite ou manhã, caso tenha disposição”, sugere Noélia.
Segundo a profissional, não é possível fazer tudo em um dia só, por isso, enumere as prioridades a fazer dentro de casa. “Apesar de a rotina ser algo cansativo, neste caso é preciso gerar energia extra. Separe as obrigações domésticas pelos dias da semana a fim de evitar aborrecimentos. Não demore muito tempo em um item só, procure agir com rapidez, marque no relógio a hora de começar e imponha um limite para o término”, ensina.

Antes de tudo, arrume sua mesa e conserve a limpeza. “Ela é sua principal ferramenta de trabalho e não deve atrapalhar mais do que ajudar. Mantenha em ordem, deixe lápis, caneta e papel em uma posição fácil. O telefone deve ficar em uma posição que facilite o atendimento. Caso tenha o costume de comer durante o expediente, não deixe embalagens abertas após o consumo, guarde-as, evite que o pacote caia na mesa e tenha que desperdiçar seu tempo retirando os alimentos”, ensina a psicóloga.

Anote tudo o que precisa lembrar e liste também o que foi feito como forma de incentivo. “Quanto menos bagunçado estiver o ambiente de trabalho, melhor e mais produtivo será o decorrer do dia . Até a bolsa ou blusa em cima da mesa pode atrapalhar a sua movimentação”, sugere Noélia.

5 Dicas para agilizar seu dia

  1. Faça um planejamento do dia seguinte e se empenhe para cumpri-lo;
  2. Imagine qual será o cardápio do próximo dia e verifique se tem todos os ingredientes na dispensa;
  3. Separe a roupa da manhã seguinte e tudo o que precisa levar ao sair de casa;
  4. Evite muitos atrasos;
  5. Peça ajuda caso tenha alguma dúvida e não seja autossuficiente a ponto de querer resolver tudo sozinho, mesmo após errar.


Por Débora Ferreira / Foto: Thinkstock 
debora.ferreira@arcauniversal.com